segunda-feira, 22 de setembro de 2008

RELATO DE UMA PACIENTE CARDÍACA NA U.T.I

São 6:00hrs da manhã, meu celular desperta e junto com ele meu coração começa a disparar.
Nem acredito que há 3 meses descobri que teria que fazer uma cirurgia no coração. Chegou o fatídico dia, me levanto sem fazer nenhum barulho, pois não quero acordar meus filhos e nem minha mãe. Não quero me despedir deles. Acordo meu marido e o aviso que estarei esperando na garagem, pois não posso nem tomar meu café da manhã por causa do jejum. Partimos juntos rumo ao hospital, pois tenho que estar lá as 7:00 hrs da manhã para a minha internação. No meio do caminho não consegui me conter e derramei as lágrimas que há muitos meses estavam contidas, ao olhar o meu marido ele também estava em prantos, era tudo que eu precisava!!!
Chegamos no hospital as 7 horas em ponto, logo fizeram minha internação e me mandaram para um apartamento aguardar enquanto não chegava a hora da cirurgia, que seria ao meio dia. Fomos para o quarto calados, ansiosos, e com medo, estava chegando o grande momento. Logo veio uma enfermeira se apresentar e dizer quais seriam os procedimentos antes da cirurgia. Não contei a ninguém que tenho pavor de agulhas, e também nada adiantaria. Começaram a chegar alguns familiares e amigos, precisavam estar neste momento com meu marido, ele estava pior do que eu, quase que fazem a cirurgia nele mesmo, tamanho era o desespero.
Um enfermeiro chegou e notei que com ele havia uma bandeja e também haviam agulhas, pronto, meu tormento havia começado, pois ele veio para colocar meu intracat, o primeiro de tantos outros que colocaram depois.
Começaram os procedimentos e logo me vi sem referencias, sem nome, sem meu lar e pior, sem minhas roupas. Pediria aqui em tom de piada que aumentassem o pano daquela camisola, juro que a minha cobriu apenas o necessário ou a necessária. Fui para a cama e lá fiquei até que o carcereiro visse me buscar. Meus amigos estavam comigo, todos sem palavras, apenas olhando como se eu definitivamente fosse para a cadeira elétrica. Bem, chegou meu condutor que iria me levar a masmorra, pediu que eu me deitasse na maca, não poderia mais nem colocar meus pés no chão, mas cadê a psicóloga para me ajudar com palavras de ânimo??? Cadê meu sossega leão para que eu pudesse já ir dormindo pro centro cirurgíco? Nada, fui aos trancos, de cara limpa e olhos tão arregalados que deviam estar medindo uns 5 cm de diâmetro naquele momento. Na despedida nem preciso citar, todos começaram a chorar e meu marido definitivamente acabou num choro compulsivo, quase internaram ele. Afinal, não sabíamos mesmo se eu voltaria, uma operação dessas nunca se sabe, né?
Fui para o centro cirúrgico sem meu psicólogo mesmo, não me mandaram ninguém, será que era porque eu sou psicóloga? Não vale, nessa hora vale o ditado que em casa de ferreiro o espeto é literalmente de pau!!!
Meu maior desejo era que meu médico, aquele que iria me operar estivesse ali comigo, já valia, nem precisava de psicólogos, poderia estar conversando comigo enquanto esperava me abrirem, poderia segurar minha mão e dizer que iria dar tudo certo, mas sei que esse tipo de coisa não acontece, uma porque ele só chega na hora que já estou aberta, outra que ele tem tantas cirurgias, que não era eu a que iria fazer ele perder seu tempo apertando minha mão.
Me colocaram na cama cirúrgica, neste momento entrava todo o maquinário e todos os profissionais de saúde que nem consegui contar. Logo veio meu primeiro furo, bem na mão e com uma agulha que mais parecia uma agulha de bordados da minha avó de tão grossa, doíaaaaaaaaaa, mas eles alegaram que era assim mesmo, eu que agüentasse. Além do fura fura na minha pessoa, ainda tive que ouvir eles conversarem como se eu não estivesse ali, e pior, não me davam nem a chance de participar da conversa, fiquei sozinha, me senti sozinha, tava vendo a hora em que eles iriam me abrir sem a anestesia, mas cadê o anestesista???? Me apaguem logo, pelo amor do Senhor meu Deus!!!!
Graças a Deus ele chegou e advinhem? Mais uma agulhada, mas essa pelo menos valeu a pena, mandaram contar até 10, creio que fui até o 2, não me lembro de mais nada, foi tudo tão rápido que quando acordei achei que não tivesse operado ainda.
A cirurgia durou cerca de 6 horas, acordei na u.t.i, toda entubada e com meu marido, meu irmão e mais um amigo me olhando como se eu fosse uma alienígena ou uma coisa horrível qualquer, mais até que eles conseguiram disfarçar bem, disseram que eu estava ótima, pode? Quem não tem o que falar, é melhor ficar quieto (hahahahaha).
Graças a deus não consigo me lembrar quando me desentubaram, acho que morreria ali mesmo, mas a visita durou apenas alguns minutos, logo foram embora e eu virei apenas um número, a paciente do leito 28!!!

Aos poucos fui percebendo que estava ligada em várias coisas como: cateter, drenos, sondas, eletrodos e sabe-se lá mais o que.
Minhas primeiras 24 hrs: Não nos deixam dormir, cada vez que eu tentava cochilar, vinha alguém correndo me sacudir e eu acordava parecendo que havia tido um pesadelo. Eles alegam que nas primeiras horas quando dormimos, podemos esquecer de respirar, alguém já ouviu falar sobre isso? È o fim mesmo!
Mas já que são ordens médicas, cabe a mim apenas obedecer e surtar logo de uma vez.
48 hrs: As luzes não se apagam, o tom de voz é o mesmo que ouvimos nas feiras livres, a correria é constante, do leito em que me encontrava podia ver alguns pacientes, uma visão terrível se assim posso dizer.
Ainda estou sem dormir, afinal eles resolvem fazer alguns exames no meio da madrugada, como por exemplo tirar um raio X em plena três horas da manhã, e pior, vinham tirar meu sangue as quatro da matina, e pior, o tal exame de sangue era a famosa gasometria, alguém já viu isso? O pior exame de sangue que já fiz na minha vida, exame de sangue do coração, tem que tirar o sangue da veia aorta, então eles ficam cutucando a gente até achar a famosa veia e com aquela agulha que citei da minha avó. Juro que nem o cateterismo me deixou tão assombrada!
A cada minuto eles vinham me aplicar alguma coisa e aí começou a minha irritação, fiquei muito irritada e isso foi piorando a cada dia, juro que não era TPM, eu para ajudar entrei naqueles famosos dias de mulheres, nem os enfermeiros tinham ouvido falar de alguma espécime que tivesse ficado naqueles dias em plena u.t.i, mas tinha que ser eu mesma, além de todos os cateteres, ainda ganhei um fraldão. Meu médico me disse que ficaria na u.t.i por 24 horas, mas tive algumas complicações e passei dos limites de tempos naquela u.t.i, já se iam mais de 48 horas e eu já estava surtando, espero ansiosamente um psicólogo ou um psiquiatra, afinal, quando fui pesquisar sobre os hospitais, ouvi dizer que tinham um desses para atender ao povo do pré e pós cirúrgico. Nada, ninguém para verificar a minha saúde mental. Deixa, não preciso mesmo, loucos são os outros, eu estava ótima como disse minha família.
Já estava caminhando para 72 horas, e eu ainda sem dormir, porque não existe quem durma naquela faixa de gaza. Nesse meio tempo eu já estava fora da realidade do mundo, não sabia se era dia ou noite, que horas eram e se estava chovendo ou fazendo sol, ouvi dizer que esse era o papel do psicólogo, nos posicionar todos os dias, para que não percamos nossas referencias do mundo, mas além disso, tinha que agüentar um enfermeiro homem trocando minhas fraldas, bem, na verdade, eu já não estava nem aí com mais nada, como diz minha sogra, estava entregue as baratas. Quem precisa de psicólogo quando já se é um? Mas péra aí, eu era a paciente, não vale!!!!
Comecei a surtar gente....meu estresse já era visível, porque minha tromba media pelo menos um metro, estava sem sair da cama, eles não deixam, nem adianta pedir, dizem que na u.t.i não existe chão, não podia nem virar de lado, pois na cirurgia serraram meu peito e meus ossos precisavam colar sozinhos, afinal não podia colocar gesso, nessa, minha coluna já foi pro espaço também.
Juro que tentei trabalhar minha mente dizendo frases como: Eu to ótima, eu logo sairei daqui, tudo isso que está acontecendo é normal, aqui é apenas um hospital, etc, etc e etc...Que nada....apelei então para Deus, só Ele poderia me salvar: Deus me salve, Deus me tire deste lugar, Deus faça passar todas essas dores, Deus, desapareça com essas pessoas, etc, etc e etc.... Também não adiantou!
Minha cabeça começava a soltar fumaça e minhas narinas também. Eu estava com muita falta de ar, e desde o 3º dia não saia mais do respirador, os outros pacientes agüentavam 10 minutos naquilo, eu passava o dia e a noite, fiquei viciada, já que não havia cigarro, nem drogas e nem bebidas, viciei no respirador mesmo. O coitado do fisioterapeuta, não agüentava mais me explicar que eu deveria largar aquilo e que eu estava bem, não precisava do oxigênio, mas quem era ele para saber? Eu sim, sabia do que precisava. No monitor marcava tudo normal, meus batimentos cardíacos, minha respiração, mas mesmo assim eu já não acreditava mais, aquilo poderia estar quebrado oras....para mim, eu estava mesmo era morrendo,, talvez a válvula não tivesse funcionado e quando eles mexeram, pioraram com ela e por isso não estava fazendo efeito, pelo contrário, tinha piorado a minha situação, eu estava enfartando ( na minha mente é claro).
Na u.t.i todos os pacientes ficam juntos, homens, mulheres, todos praticamente numa mesa redonda, um olhando para o outro para ver quem morria ou saía dali primeiro. Bem na minha frente no leito 30, uma senhora que tinha feito a mesma operação que eu, não estava reagindo, cada dia ela ficava pior, até tinham liberado as visitas fora do horário normal, algo não ia bem e eu assistia a tudo isso. Do meu lado um senhor com infecção no coração, os médicos decidiram fazer uma drenagem ali mesmo, na minha frente, eu se não quisesse ver que fechasse os olhos, bem, vi um pouco, quase desmaiei, mas o que era aquilo para quem já estava morrendo mesmo? Nada....Outros paciente estava surtando, uma senhora chamava pela mãe toda a hora, mas ela já tinha 80 anos, imagina a mãe dela, o outro pediu que a esposa fosse embora e vendesse tudo que era dele, afinal ele já estava vendo o pai e o irmão que já tinham morrido, jurava que eles vieram busca-lo, e ainda disse que a u.t.i era uma festa quando o visitantes iam embora os médicos dançavam a noite toda com as enfermeiras.
Todos piravam aos poucos e ninguém notava isso.....
Os enfermeiros e os médicos cuidam zelosamente dos pacientes, disso eu não tenho dúvida, mas pude notar que eles não estão preparados para cuidar do lado mental, emocional ou humanístico de cada paciente. Noto que médico não é amigo, mas apenas um médico.
Já no 4º dia eu mesma tive que me auto diagnosticar e auto medicar, já que não aparecia mesmo o tal do psicólogo ou um psiquiatra, nesta hora eu já não esperava mais o psicólogo, mas sim um psiquiatra para me enviar rapidamente a um manicômio. Devido a minha grande falta de ar e a taquicardia, (na minha mente), pois o monitor mostrava que eu estava bem, notei que estava com uma grave crise de pânico, poderia falar em síndrome do pânico, mas o que eu estava vivendo não era síndrome, mas sim um pânico REAL. Não possua mais nome, mais roupa, mais referencias e mais nada, estava totalmente indefesa nas mãos deles.
Chamei o médico e expliquei a minha situação, pedi um calmante e um antidepressivo, ele me olhou desconfiado, mas cedeu, acabei tomando um diasepan de muitas miligramas, mas estava tão ruim que dormi apenas duas horas. No dia seguinte ele me perguntou se eu queria outro, disse que sim, precisava apagar o incêndio, o foco eu tratava depois. Passou-se 2 dias nisso e eu comecei a melhorar, comecei a pensar novamente e saí do meu amigo respirador, até o fisioterapeuta me deu os parabéns.
Pelo menos os pacientes que eu quase vi morrendo, estavam se recuperando a cada dia, todos já estavam livres do tubo de oxigênio e de seus aparelhos, fiquei feliz, eu não era a única a ter alta logo, logo.
Eu não queria passar por tudo isso e morrer na praia, era demais, tanto sofrimento, tanto trabalho e ficar por ali, na u.t.i...
Fim de semana, cadê os médicos para me dar alta? Imagina, sumiram todos, só ficam o da u.t.i mesmo, mas eles não tem autorização para alta, só os nossos médicos mesmo, acabei passando do fim de semana na u.t.i de graça, mas segunda de manhã chegou a minha salvadora e me deu alta, saí dali na cadeira de rodas e de cabeça baixa,não queria ver mais ninguém. Fui para minha suíte no 701.
A primeira coisa que fiz, foi tirar aquela camisola horrível, tomar um banho em pé e de corpo inteiro e colocar meu pijama.
Passei o restante do dia sentada, nem acreditava que estava sem drenos, sondas e demais. Chegaram pessoas para me visitar, mas eu não estava muito boa nem para ficar conversando, ainda estava chocada.
Quando veio a noite, pensei, puxa, hoje vou dormir. Que nada, tive horríveis pesadelos e muitos, nem conseguia fechar os olhos e já imaginava aquele povo todo da u.t.i encima de mim me agarrando. Para ajudar o enfermeiro vinha me dar remédios às 2 horas da madrugada, não, não agüentava mais isso, cada vez que eles batiam na porta, eu pulava. Acho que já estavam testando meu coração!!!
Pior vocês nem sabe, lá pela madruga veio uma enfermeira me acordar apenas para se apresentar e dizer que ela era responsável por mim e que qualquer coisa que eu precisasse era para chamá-la. Mas quem disse que eu precisava dela ou saber o nome dela???? Na madrugada??? Isso é normal??? Ou era eu que ainda estava com resquícios de loucura???
Meu marido foi obrigado a pedir gentilmente que eles não viessem mais na madrugada, ou se fosse necessário, poderiam entrar sem bater e me dar o remédio sem me acordar, afinal aquele intracat servia para que meu Deus?
Bem, entre dias e noites se passaram mais uns 6, nestes dias meu medico vinha me visitar todos os dias pela manhã, mas nada de alta, eu implorava todos os dias, mas nada, eles têm pavor de liberar um cardíaco, só pode ser isso, nos tratam igual a um bebê.
Mas eu sei o porquê que ele não me dava alta, disse que eu tinha que virar corintiana, pois todos da equipe eram, mas venho de uma família palmeirense, e agora, o que faço? Estava entre a cruz e o punhal, mas para falar a verdade, comecei a me sentir coagida e pender para o lado do médico, afinal, era ele que iria me dar a carta de alforria, não custava torcer pelo time dele.
Numa dessas manhãs perguntei a ele qual era a possibilidade de uma alta, se eu começasse a torcer para o corintias, ele olhou bem , deu uma baita gargalhada e disse para o meu marido que já tinha me ganhado e que eu era uma palmeirense fajuta! Kkkkkkkkkkk
No 12º dia, chorei e ganhei uma alta, juro que não levei nem 10 minutos para arrumar tudo, saí correndo, nem olhei para trás, estava passada, assustada.
Mas porque resolvi escrever esse relato?
Decidi escrever por 3 motivos principais:
1º Era viável que fizesse disso tudo uma crônica, pois falar deste assunto tão seriamente, creio que ainda abalaria minhas emoções.
2º Para conscientizar os hospitais sobre a importância do profissional da saúde mental junto ao corpo médico. Infelizmente com essa experiência, pude notar a falta de preparo dos mesmos. A saúde mental do paciente em u.t.i é um fator importante a ser tratado, primeiro porque os médicos teriam muito menos problemas e segundo porque anteciparia a saída do paciente da u.t.i, evitando assim mais gastos ao hospital sem a real necessidade. Alguns hospitais que avaliei antes da minha internação, já possuem esse tipo de trabalho, baixando seus custos de internação em até 40%. Pensem nisso.
3º Não poderia deixar de fazer aqui os meus agradecimentos. Primeiro á Deus que foi quem me deu força para agüentar toda essa jornada, depois ao Alessandro, um rapaz sensível que nos ajudou e muito durante o processo meu no hospital, moveu céus e terra para que eu ficasse na melhor suíte e fosse muito bem atendida. Posso dizer que seu trabalho foi feito com excelência, e se no hospital existe algum prêmio do melhor do ano, com certeza eu o daria para ele que trabalha no relacionamento com o cliente.

E Por ultimo e mais importante, os enfermeiros, aos médicos que estiveram envolvidos nesta cirurgia, a equipe da cirurgia, aos médicos que me avaliaram antes e depois da cirurgia: Dr.Vitor que me deu duas opções: operar ou operar, Dr.Paulo que quase conseguiu me fazer virar Corintiana e Dra. Rosa Simões que me deu meu maior presente: minha alta... e o principal deles, aquele que teve o maior cuidado em colocar suas divinas mãos em meu coração, aquele que hoje possui um cantinho especial no meu novo coraçãozinho e sei que deixou parte de sua vida para trás, apenas para se dedicar em salvar pessoas: Professor Noedir A.G.Stolf.



Adriana Silveira Simões Pereira-38 anos
Cirurgia Cardíaca para troca de válvula

6 comentários:

Adriana Zepel Simões disse...

ai ai ai ai, eu mesma escrevi e ainda não me canso de ler e dar boas risadas!!!! Ficou bem legal aqui no blog.

Deborah Brandão disse...

É Dri, o texto é longo mas vale a leitura! Parabéns!

Priscila disse...

Passei por isso a 5 anos atrás com minha mãe e com a mesma equipe, e hoje me vejo novamente nessa posição minha mãe vai ter que operar novamente.
Estou sem rumo novamente mas confiante em Deus primeiramente e na equipe que trouxe junto com deus minha mãe de volta na primeira cirurgia.

Anônimo disse...

Gostei muito da leitura, meu irmão está na UTI neste momento. Poderia só mudar as cores porque quase desisti de ler devido a dor que dá nas vistas do branco no preto.
Parabéns pela vitória!

cristiane j. disse...

Kkkkkk
Mto bom e bem-humorado seu relato! Depois q passa a gente ri, nao eh sempre assim? E gracas a Deus q assim eh!
Passei por isto tbm, mas sofri um pouco mais: 30 dias de uti.
Tudo passa.
Bjs e saude p vc - eh so o q precisamos!
Ligia

Evelyn disse...

SE EU JÁ TAVA COM MEDO DE SER OPERADA ANTES, AGORA PIOROU! AI AI AI... RSS

VC OPEROU POR QUAL MOTIVO?